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Faltam uniformes aos coletores de lixo em Irati

23 de fevereiro de 2012
Faltam uniformes aos coletores de lixo em Irati
Profissionais são vistos usando as roupas pessoais no trabalho
Irati – A cena está se tornando corriqueira no dia a dia da coleta de lixo do município: servidores desprovidos de qualquer Equipamento de Proteção Individual (EPI), em pleno exercício da função. Alguns trabalham sem luvas, outros com roupas de usar em casa, como bermudas e regatas. Certos coletores de lixo podem ser vistos percorrendo a longa jornada de trabalho trajando calça jeans e sapato, o que vai contra as normas de segurança preconizadas pelo Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Prestação de Serviços de Asseio e Conservação e Limpeza Urbana (SIEMACO), de Curitiba. “O trabalhador precisa ter calçado adequado, liberado pelo controle de segurança, além de luvas reforçadas, para evitar cortes, calça e camisa com refletivos e inicialmente até capa de chuva, que não é muito adequada porque eles não conseguem correr direito, o ideal seria a confecção de um uniforme com um material de nylon para que a chuva não atrapalhe o trabalho deles”, explica Antônio Benedito Franco, conselheiro fiscal do Siemaco, em Curitiba.
Em 2009, a Prefeitura de Irati adquiriu, através de recursos obtidos pelo pagamento da taxa de coleta de lixo, EPIs para oito servidores da coleta de lixo. No kit constavam sapatos de segurança, luvas impermeáveis e anticorte, capa e calça para chuva. Os itens foram repassados a funcionários da Secretaria Municipal de Ecologia e Meio Ambiente. De lá para cá esses itens parecem não ter sido repostos, porque a maioria dos profissionais são encontrados atuando sem qualquer um deles.
Coletores são flagrados sem luvas de proteção e uniforme específico
Um dos órgãos que podem orientar nesse tipo de situação são os Centros de Referência em Saúde do Trabalhador (Cerest), responsáveis por promover ações com o intuito de melhorar as condições de trabalho e a qualidade de vida do trabalhador por meio da prevenção e vigilância. Maria Luiza dos Passos é enfermeira e técnica do Cerest, que existe há três anos na cidade. Ela afirma que o filtro solar também deve ser fornecido aos coletores que trabalham sob o sol e que, além de prover o uniforme aos coletores, a empresa/prefeitura responsável pela contratação desses funcionários também tem a obrigação de recolher e lavar esse uniforme e disponibilizar limpo para o funcionário. “Os coletores de lixo podem até levar alguma doença para suas casas em decorrência do uso de suas roupas comuns, por isso não devem fazê-lo. Eles entram em contato com o lixo e carregam as bactérias nessas roupas, deixando toda a família exposta a elas”, ressalta Maria Luiza. “O short é totalmente perigoso, inadequado, porque se tiver algum material cortante no saco de lixo, vai ferir o trabalhador. Aqui em Curitiba esse problema foi resolvido com um reforço no uniforme nessa região dos joelhos”, completa Franco.
Os caminhões de coleta exercem o papel de equipamento coletivo, segunda a técnica do Cerest, eles precisam ter barras de segurança, barreiras de proteção para evitar qualquer acidente com os coletores e o veículo. “A comunidade também precisa ser conscientizada sobre a separação de lixo para não oferecer risco ao coletor. Além do que, várias doenças específicas já fazem parte da rotina do coletor, ele está sujeito à leptospirose (transmitida a partir da urina do rato) e também de doenças virais. Um corte pode vir a infeccionar por conta de alguma bactéria. Sabemos que algumas doenças oferecem risco eminente”, alerta Maria Luiza.
A técnica do Cerest indica um dos itens obrigatórios na composição do uniforme dos coletores de lixo
Outro problema que pode surgir na rotina desse profissional é devido o manuseio do lixo de forma incorreta, o que contribui para que o coletor sofra por doenças ocupacionais, motivadas por erguer os sacos de lixo. Os colaboradores da limpeza urbana precisam realizar exames médicos periódicos, usar os EPI’s, passar por treinamento específico, e se precaver com vacinas específicas, como a do tétano.
Dados do Cerest indicam que em 2011, 162 casos de acidentes de trabalho em geral foram informados à 4ª Regional de Saúde.
Maria Luiza explica que, a princípio, o Cerest exerce a função de orientar as empresas, prefeituras e órgãos que prestam esse tipo de serviço à comunidade. “Eles têm a responsabilidade de oferecer tanto os equipamentos de segurança, quanto a roupa, e também de fazer a proteção coletiva de todos os trabalhadores, eles têm essa responsabilidade e eles sabem disso. E eventualmente, quando isso não é cumprido, cabe à Vigilância em Saúde do município, junto com o Estado, fazer valer essas responsabilidades. Eventual-mente o Ministério Público ou o Ministério do Trabalho também pode se envolver no processo, mas isso é em última instância”, alerta.
Os departamentos que cuidam da coleta de lixo na cidade foram procurados para prestar esclarecimento sobre a falta de uniforme e demais EPIs dos coletores de lixo, mas até o momento do fechamento da edição não se manifestaram.
Texto e fotos: Gisele Manjurma, Da Redação
Fonte: Jornal Hoje Centro Sul – Irati/PR

Irati – A cena está se tornando corriqueira no dia a dia da coleta de lixo do município: servidores desprovidos de qualquer Equipamento de Proteção Individual (EPI), em pleno exercício da função. Alguns trabalham sem luvas, outros com roupas de usar em casa, como bermudas e regatas. Certos coletores de lixo podem ser vistos percorrendo a longa jornada de trabalho trajando calça jeans e sapato, o que vai contra as normas de segurança preconizadas pelo Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Prestação de Serviços de Asseio e Conservação e Limpeza Urbana (SIEMACO), de Curitiba. “O trabalhador precisa ter calçado adequado, liberado pelo controle de segurança, além de luvas reforçadas, para evitar cortes, calça e camisa com refletivos e inicialmente até capa de chuva, que não é muito adequada porque eles não conseguem correr direito, o ideal seria a confecção de um uniforme com um material de nylon para que a chuva não atrapalhe o trabalho deles”, explica Antônio Benedito Franco, conselheiro fiscal do Siemaco, em Curitiba.

Em 2009, a Prefeitura de Irati adquiriu, através de recursos obtidos pelo pagamento da taxa de coleta de lixo, EPIs para oito servidores da coleta de lixo. No kit constavam sapatos de segurança, luvas impermeáveis e anticorte, capa e calça para chuva. Os itens foram repassados a funcionários da Secretaria Municipal de Ecologia e Meio Ambiente. De lá para cá esses itens parecem não ter sido repostos, porque a maioria dos profissionais são encontrados atuando sem qualquer um deles.

Coletores são flagrados sem luvas de proteção e uniforme específico

Um dos órgãos que podem orientar nesse tipo de situação são os Centros de Referência em Saúde do Trabalhador (Cerest), responsáveis por promover ações com o intuito de melhorar as condições de trabalho e a qualidade de vida do trabalhador por meio da prevenção e vigilância. Maria Luiza dos Passos é enfermeira e técnica do Cerest, que existe há três anos na cidade. Ela afirma que o filtro solar também deve ser fornecido aos coletores que trabalham sob o sol e que, além de prover o uniforme aos coletores, a empresa/prefeitura responsável pela contratação desses funcionários também tem a obrigação de recolher e lavar esse uniforme e disponibilizar limpo para o funcionário. “Os coletores de lixo podem até levar alguma doença para suas casas em decorrência do uso de suas roupas comuns, por isso não devem fazê-lo. Eles entram em contato com o lixo e carregam as bactérias nessas roupas, deixando toda a família exposta a elas”, ressalta Maria Luiza. “O short é totalmente perigoso, inadequado, porque se tiver algum material cortante no saco de lixo, vai ferir o trabalhador. Aqui em Curitiba esse problema foi resolvido com um reforço no uniforme nessa região dos joelhos”, completa Franco.

Os caminhões de coleta exercem o papel de equipamento coletivo, segunda a técnica do Cerest, eles precisam ter barras de segurança, barreiras de proteção para evitar qualquer acidente com os coletores e o veículo. “A comunidade também precisa ser conscientizada sobre a separação de lixo para não oferecer risco ao coletor. Além do que, várias doenças específicas já fazem parte da rotina do coletor, ele está sujeito à leptospirose (transmitida a partir da urina do rato) e também de doenças virais. Um corte pode vir a infeccionar por conta de alguma bactéria. Sabemos que algumas doenças oferecem risco eminente”, alerta Maria Luiza.

A técnica do Cerest indica um dos itens obrigatórios na composição do uniforme dos coletores de lixo

Outro problema que pode surgir na rotina desse profissional é devido o manuseio do lixo de forma incorreta, o que contribui para que o coletor sofra por doenças ocupacionais, motivadas por erguer os sacos de lixo. Os colaboradores da limpeza urbana precisam realizar exames médicos periódicos, usar os EPI’s, passar por treinamento específico, e se precaver com vacinas específicas, como a do tétano.

Dados do Cerest indicam que em 2011, 162 casos de acidentes de trabalho em geral foram informados à 4ª Regional de Saúde.

Maria Luiza explica que, a princípio, o Cerest exerce a função de orientar as empresas, prefeituras e órgãos que prestam esse tipo de serviço à comunidade. “Eles têm a responsabilidade de oferecer tanto os equipamentos de segurança, quanto a roupa, e também de fazer a proteção coletiva de todos os trabalhadores, eles têm essa responsabilidade e eles sabem disso. E eventualmente, quando isso não é cumprido, cabe à Vigilância em Saúde do município, junto com o Estado, fazer valer essas responsabilidades. Eventual-mente o Ministério Público ou o Ministério do Trabalho também pode se envolver no processo, mas isso é em última instância”, alerta.

Os departamentos que cuidam da coleta de lixo na cidade foram procurados para prestar esclarecimento sobre a falta de uniforme e demais EPIs dos coletores de lixo, mas até o momento do fechamento da edição não se manifestaram.

Texto e fotos: Gisele Manjurma, Da Redação

Fonte: Jornal Hoje Centro Sul – Irati/PR

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